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O caminho das monções: do Tietê às minas de Cuiabá

As monções eram expedições fluviais que ligavam principalmente Araritaguaba — atual Porto Feliz — às minas de Cuiabá, transportando pessoas, alimentos, ferramentas, armas, mercadorias e outros recursos necessários à ocupação e ao abastecimento do interior. Elas  se desenvolveram sobretudo a partir da descoberta de ouro nos barrancos do rio Coxipó, na região da atual Cuiabá, em 1719, e permaneceram importantes ao longo do século XVIII e ainda nas primeiras décadas do XIX. A historiografia mais antiga, especialmente a de Afonso Taunay, aproximava muito as "bandeiras" das "monções"; porém, pesquisas posteriores mostram que as monções tinham características próprias, ligadas à circulação fluvial, ao abastecimento, ao comércio, à ocupação territorial e à administração colonial. As embarcações utilizadas eram grandes canoas escavadas em um único tronco, uma técnica de construção de origem indígena. Eram conhecidas como canoas paulistas e tinham características adequadas a...

Dicas de Livros de Autoras(es) Nacionais e Independentes - Terror

  Olá! Sou autora independente e acredito que a literatura nacional tem muitas histórias que merecem ser descobertas. Além de compartilhar meus próprios livros, gosto de abrir espaço para divulgar o trabalho de outros autores independentes brasileiros, que se dedicam a criar narrativas únicas e a fortalecer nossa literatura. Hoje, o destaque é o terror: histórias que despertam o medo, exploram o desconhecido e nos levam a enfrentar nossos próprios pesadelos. Dos mistérios às assombrações, há muitas formas de arrepiar o leitor e mantê-lo preso a cada página. Se você gosta de histórias sombrias, atmosferas inquietantes e narrativas que continuam ecoando na mente mesmo depois da leitura, estas indicações podem ser a sua próxima descoberta. Prepare-se para conhecer livros de terror escritos por autores independentes nacionais!

E se a cor “errada” fosse a cor certa para uma história?

Você sabia que o Incrível Hulk inicialmente não era verde? Stan Lee queria que o Hulk tivesse uma cor de pele que evitasse associações com um grupo étnico específico e, ao mesmo tempo, desse ao personagem uma aparência monstruosa , e a cor escolhida foi o cinza. Mas, já na primeira impressão, o resultado não foi bem o que ele esperava. O problema é que a impressão da época não conseguia reproduzir o cinza de maneira consistente: o Hulk aparecia com diferentes tonalidades de cinza e, em algumas partes, com aparência esverdeada. A solução veio na edição seguinte: o Hulk passou a ser verde porque essa cor era muito mais estável no processo de impressão. E o mais interessante é que essa mudança acabou se tornando parte definitiva da identidade do personagem. Disponível em: https://www.disney.com.br/novidades/tbt-da-marvel-incredible-hulk-1-e-como-bruce-banner-se-transformou-no-hulk? Esse fato me faz pensar se, no processo de criação, há uma cor "certa", principalmente quando pens...

Como o cordel pode aproximar as crianças da leitura?

Quando criança, tive contato com a Literatura de Cordel por meio de um parente de meu pai que nos visitou e, como era costume da família, leu para nós a História da Princesa da Pedra Fina, de Leandro Gomes de Barros. Eu me encantei pela forma como ele lia aquele folheto: teatral, ritmado e empolgante, tanto que até hoje lembro-me da capa do folheto. Desde então, me apaixonei por cordéis e tudo o que se refere a esse universo. Eu não entendia por que isso não era utilizado em nossa escola, pois prendeu tanto a nossa atenção que as crianças nem respiravam direito enquanto a história era contada. Também percebi uma certa dificuldade em encontrar livros do gênero em São Paulo; pelo menos na época de minha adolescência não havia internet e nós tínhamos acesso apenas aos clássicos disponíveis em bibliotecas. Porém, mesmo com as facilidades que a vida moderna nos trouxe, esse gênero literário, Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, ainda é pouco difundido no ambiente escolar. Na minha humi...

Ana Jansen existiu de verdade?

Há uma lenda no Maranhão sobre a carruagem de Ana Jansen que, por maltratar seus escravos, teria sido condenada a vagar perpetuamente, nas noites de quinta para sexta-feira, pelas ruas da cidade numa carruagem assombrada conduzida por um escravo sem cabeça e puxada por cavalos também decapitados, ou puxada por uma mula-sem-cabeça em outras versões. Os alertas são muitos e é preciso ter cuidado para não cruzar o caminho da assombrosa carruagem que corre pelas ruas, e quem tiver a infelicidade de cruzar com Ana Jansen e não orar pela salvação da alma dela, ao deitar-se para dormir, receberá das mãos de seu fantasma uma vela de cera que ao amanhecer se transformará em um descarnado osso humano. Por isso, há relatos de que, quando as pessoas ouviam pela noite o toque dos cavalos passando pelas ruas do centro histórico de São Luís, elas ficavam com tanto medo que não tinham coragem nem de abrir a cortina da janela. Quem foi Ana Jansen? Ana Joaquina de Castro Jansen Albuquerque nasceu em São...