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A Mulher de Branco que pede carona: as diferentes versões dessa lenda urbana brasileira

  Você provavelmente já ouviu falar na Mulher de Branco que aparece nas estradas à noite. Essa figura misteriosa faz parte de diferentes lendas urbanas brasileiras, nas quais uma mulher vestida de branco pede carona, entra em um carro e desaparece misteriosamente durante o percurso. A lenda se popularizou com o crescimento das rodovias, sendo associada a mortes trágicas, acidentes e assombrações, com histórias semelhantes em várias regiões do Brasil. Sendo assim, há diversas versões sobre a origem do fantasma, de acordo com quem a conta. Pensando nisso, decidi trazer a vocês algumas versões que encontrei em minha pesquisa para escrever   Assombrações do Chão Brasileiro – Mulheres que viraram medo e história . Versões da lenda da Mulher de Branco na estrada A Noiva em Fuga: ela teria descoberto uma traição no dia do casamento e fugido de carro pela serra sob uma forte tempestade. O véu teria se prendido ao câmbio ou coberto seu rosto, provocando um acidente fatal e dando orige...

Tereza Bicuda: por que uma comunidade criou essa lenda?

  Na vila antiga de Jaraguá, no estado de Goiás, havia uma bela moça de corpo exuberante e lábios grossos que levava uma vida desregrada, não visitava a igreja, e praguejava sempre que passava em frente, por isso era muito mal vista na vila extremamente religiosa. Essa moça chamava-se Tereza Bicuda. Tereza vivia bêbada e, além disso, maltratava demais a mãe, obrigando-a a pedir esmolas, e, como a pobre senhora não queria, elas brigavam muito e a filha a agredia frequentemente. Conta-se que Tereza colocou um freio de cavalo na mãe, montou em suas costas e subiu e desceu a Rua das Flores e, a mãe, depois de tanta humilhação, a amaldiçoou e excomungou. Honestamente, ao imaginar a cena, eu fico horrorizada. A mãe não suportou por muito tempo e morreu, deixando Tereza Bicuda sozinha em suas maldades. Com o passar do tempo, Tereza acabou enlouquecendo. Ela andava pelas ruas da vila, gritando e praguejando, assustando os moradores que acreditavam que ela estava possuída. Não demorou muito...

Lendas do Rio Tietê na época das monções

  O Rio Tietê é um lugar cercado de histórias e crenças que nem sempre podiam ser explicadas e, na época das monções, muitas narrativas surgiram e assombravam os navegadores que usavam aquelas águas como estrada rumo ao centro do país. Em 1788, um proeiro contou a Lacerda e Almeida que mães-d'água habitavam os poços profundos do rio. Anos antes, Juzarte registrara o medo dos antigos diante do "grande bicho" de Pirataraca. O próprio Juzarte também relataria o encontro de sua expedição com uma misteriosa canoa surgida na neblina. Séculos depois, muitas dessas histórias acabaram se perdendo e já não povoam mais o imaginário popular de muitas das cidades por onde o rio passa. A Mãe-d'Água Em 1788, o naturalista e viajante Francisco José de Lacerda e Almeida percorreu o Tietê e registrou uma conversa com um proeiro de uma embarcação monçoeira. O homem contou que, nos poços mais profundos do rio, existiam mães-d'água encantadas, capazes de levantar grandes ondas e provo...

Chamada de autores Indepentes de Fantasia

  Você é autor independente e tem um livro de Fantasia? Então preencha o formulário abaixo para participar da próxima indicação no Blog. Aproveite, é gratuito. Vou encerrar em 20/11/2026. Clique aqui Sigam minhas redes:  

O caminho das monções: do Tietê às minas de Cuiabá

As monções eram expedições fluviais que ligavam principalmente Araritaguaba — atual Porto Feliz — às minas de Cuiabá, transportando pessoas, alimentos, ferramentas, armas, mercadorias e outros recursos necessários à ocupação e ao abastecimento do interior. Elas  se desenvolveram sobretudo a partir da descoberta de ouro nos barrancos do rio Coxipó, na região da atual Cuiabá, em 1719, e permaneceram importantes ao longo do século XVIII e ainda nas primeiras décadas do XIX. A historiografia mais antiga, especialmente a de Afonso Taunay, aproximava muito as "bandeiras" das "monções"; porém, pesquisas posteriores mostram que as monções tinham características próprias, ligadas à circulação fluvial, ao abastecimento, ao comércio, à ocupação territorial e à administração colonial. As embarcações utilizadas eram grandes canoas escavadas em um único tronco, uma técnica de construção de origem indígena. Eram conhecidas como canoas paulistas e tinham características adequadas a...