Quando criança, tive contato com a Literatura de Cordel por meio de um parente de meu pai que nos visitou e, como era costume da família, leu para nós a História da Princesa da Pedra Fina, de Leandro Gomes de Barros. Eu me encantei pela forma como ele lia aquele folheto: teatral, ritmado e empolgante, tanto que até hoje lembro-me da capa do folheto. Desde então, me apaixonei por cordéis e tudo o que se refere a esse universo. Eu não entendia por que isso não era utilizado em nossa escola, pois prendeu tanto a nossa atenção que as crianças nem respiravam direito enquanto a história era contada. Também percebi uma certa dificuldade em encontrar livros do gênero em São Paulo; pelo menos na época de minha adolescência não havia internet e nós tínhamos acesso apenas aos clássicos disponíveis em bibliotecas. Porém, mesmo com as facilidades que a vida moderna nos trouxe, esse gênero literário, Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, ainda é pouco difundido no ambiente escolar. Na minha humi...
Kelly Pinheiro
Pensamentos, memórias, livros, histórias e tudo aquilo que não pretendo guardar para mim.