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A sina dos seis monçoeiros - O triste fim de Bartolomeu

  ... — Com os dois companheiros dormindo, pude mirar com mais atenção a correnteza do rio, o céu que estava claro naquela noite fria de abril ou maio; tanto tempo havia passado que já não era dado saber ao certo. — E, voltando-se para os três homens que ainda respiravam, Bartolomeu questionou: — Em que dia nos achamos?  — Dia dez de abril de 1982. — Disse o seu avô Anselmo.  — Ora pois! Mais de duzentos anos de nossa partida! Há quanto tempo temos vagado por esse rio sem descanso!  Todos ficaram perplexos com essa revelação, e então Bartolomeu recomeçou:  — Como eu dizia: a noite estava fria e limpa. Podia-se ver o Tapirapé, o caminho das estrelas, como os indígenas chamavam a Via Láctea. Estava tão formoso e tão calmo; o rio corria em sossego. Cheguei a sentir uma profunda paz. Foi quando avistei um ser mágico na beira do rio: uma formosa mulher de pele morena, cabelos longos, pretos e lisos. Ela estava se aproximando do acampamento, mas parecia pairar, alheia...

A sina dos seis monçoeiros - O avistamento da Pirataca

     Casimiro parou por um instante olhando para os companheiros de viagem e então continuou: — Era nossa quarta jornada. Levávamos cargas para barganhar com os mineradores que lá se achavam. Em nosso comboio, desta vez, iam dez batelões, sem passageiro algum em nossa canoa. A viagem levaria alguns meses. Oh, se soubesse que seria a derradeira, teria aproveitado um tanto mais no porto de Araritaguaba, o porto feliz. — Todos os homens acenaram positivamente. — Então, nossos desassossegos começaram a surgir neste trecho onde nos achamos, daí nossa recepção tão truculenta. O primeiro mau presságio foi a vista da Pirataca. — Pirataca?! — Munduco perguntou. — Sim, uma serpente descomunal passando lentamente por debaixo dos batelões! Vicente foi o primeiro a dar-se conta, nos avisando com cautela. Pelo que, já com as armas em punho, aguardamos o ataque. Percebendo que seria uma grande peleja, talvez, o monstro seguiu adiante sem atacar barca alguma do comboio. A Pirataca era um...

O caminho dos Ipês

Todos os anos têm doze meses cada mês um festejo para alegrar uma beleza para admirar uma música para dançar ainda que a vida com seus reveses tente nos derrubar Quando vejo um Ipê florido fico logo a pensar como com a vida podemos relacionar o florir e o secar dessa bela árvore popular Assim como os ipês teremos dias coloridos alguns sem graça outros penosos chegando a beirar a desgraça Pois veja, durante meio ano o ipê fica ali pelo caminho discreto com seus galhos ora com folhas, ora secos respeitando seu momento Chegamos a pensar que de tanto secar vida mais não há então ela se transforma na mais bela árvore de inverno branco, roxo, amarelo O Ipê vem nos presentear com uma bela florada  e o caminho enfeitar para nosso dia alegrar A florada dura pouco uma semana ou menos mas para quem sabe olhar a beleza dá seus acenos para se admirar e então volta a secar Façamos como os Ipês  não nos deixemos desanimar dia após dia, mês após mês vivamos a vida sem pestanejar mesmo com von...

A sina dos seis monçoeiros

  Com o falecimento do meu avô, senhor Anselmo Pelotas, a família toda precisou se mobilizar para resolver assuntos de inventário. Dentre os bens, constava uma propriedade beira-rio no Rio Tietê, onde o velho, exímio pescador e, com isso, detentor de várias histórias para contar, gostava de passar seus dias de aposentadoria lembrando da época em que o rio era navegável e havia a possibilidade de realizar festejos e pescarias, reunindo amigos e familiares. Lembro-me que adorávamos a época das férias escolares, pois sempre passávamos o período na casinha vermelha de tijolos aparentes e brincávamos livremente pelo terreno, que era muito grande, considerando o espaço que tínhamos para brincar durante o resto do ano. Então, durante os meses de julho, dezembro e janeiro, lá ia a garotada — aquele monte de criança com uma energia enorme —, e os velhos adoravam! Minha avó, dona Constança Pelotas, cozinhava várias comidas de sítio: bolos, doces, suco de fruta colhida do pé. Só brigava com ...

Dificuldades que encontrei ao financiar meu primeiro imóvel

Em janeiro de 2012 eu comprei um apartamento na planta e, como era meu primeiro imóvel, tive alguns problemas que preciso dividir... Quando assinei o contrato de compra e venda fui informada de que não poderia ter nenhuma dívida, tipo compra de veículo, no ato da assinatura do financiamento com o banco, pois isso poderia atrapalhar o processo, mas não falaram do cartão de crédito. Eu tinha alguns parcelamentos, estava pagando o valor da fatura mensal, nada de pagar mínimo, mas como a somatória da dívida do cartão era alta, considerando meu rendimento, o financiamento não foi aprovado. Não desisti do apartamento, apesar de várias vezes ter colocado essa possibilidade na mesa, mas foram meses difíceis. Para que uma dívida saia da sua ficha do BACEN é necessário três meses, enfim, foram 3 meses para eu conseguir quitar a dívida, pois esperei meu 13º e fiz um empréstimo com minha família (namorado, mãe, irmãs) e depois mais 3 meses para "limpar" minha ficha no BACEN, 6 meses ...